Psicoterapia Reencarnacionista

A Psicoterapia Reencarnacionista, também conhecida como Terapia da Reforma Íntima, agrega a reencarnação à seu método. Traz uma nova forma de compreender, dentro do contexto terapêutico, nossos dramas e conflitos e as conseqüentes doenças físicas, psicológicas e mentais.

Ela nos auxilia a encontrar a finalidade; a missão de cada ser nessa atual encarnação e a alcançarmos um aproveitamento satisfatório nessa existência.

Diferente das teorias que acreditam que a personalidade se forma na infância a partir de aspectos genéticos, familiares e sociais, a Psicoterapia Reencarnacionista afirma que nós já nascemos com uma personalidade definida. É a personalidade do nosso espírito.

André Luiz, no livro Obreiros de Vida Eterna, psicografado por Chico Xavier, em uma palestra do Dr. Barcelos, psiquiatra desencarnado em nosso lar, nos fala sobre a importância de entendermos e divulgarmos o conceito de Personalidade Congênita:

“Precisamos divulgar no mundo o conceito moralizador da Personalidade Congênita, em processo de melhoria gradativa, espalhando enunciados novos que atravessem a zona de raciocínios falíveis do homem e lhe penetrem o coração, restaurando-lhe a esperança no eterno futuro e revigorando-lhe o ser em suas bases essenciais. As noções reencarnacionistas renovarão a paisagem da vida na crosta da Terra, conferindo à criatura não somente as armas com que se deve guerrear com os estados inferiores de si própria mas também lhe fornecendo o remédio eficiente e salutar... Falta aos nossos companheiros de humanidade o conhecimento da transitoriedade do corpo físico e o da eternidade da vida, do débito contraído e do resgate necessário, em experiências e recapitulações diversas...”

A Psicoterapia Reencarnacionista trabalha neste sentido. Auxiliando cada um de nós a nos reconhecermos como espíritos em evolução; a identificarmos nossa missão; a trazermos para a prática a teoria; a mudarmos nossa forma de raciocínio; enfim, a compreendermos que a vida é uma só e que somos responsáveis por nossa realidade. Que buscamos resgates e harmonizações com antigos companheiros, que possivelmente vêm em nossas famílias, ou vamos encontrando ao longo de nossa jornada. E, para isso, precisamos curar nossas inferioridades. Precisamos superar as ilusões da matéria, dos “rótulos”, dos papéis que exercemos. Quanto mais empenhados estivermos na reforma interior mais perto estaremos de realizar os resgates necessários à nossa evolução.

O fato de não considerarmos a infância como o inicio de nossas vidas e sim como a continuação, não significa que desprezamos traumas ou dificuldades da atual existência. Estes, são observados com atenção, mas sempre com a compreensão reencarnacionista, de que a forma como reagimos nos dá a oportunidade de conhecer as inferioridades que devemos superar.

Sendo assim, os conflitos, traumas e dificuldades que encontramos em nossa infância e durante nossas vidas não são mais considerados como causa de nossos sentimentos e pensamentos. Cada um de nós carrega consigo suas tendências e ao passar por essas situações, elas se manifestam. Isto explica o fato de pessoas expostas a situações idênticas, reagirem de forma individualizada. Cada um, de acordo com a personalidade do seu espírito, tem sua forma de sentir, agir ou reagir. As pessoas e as situações difíceis são consideradas, portanto, como gatilhos que disparam em nós nossas inferioridades, possibilitando o seu reconhecimento. Se não encontrássemos pessoas que nos deixam tristes, como saberíamos que devemos superar esse sentimento? Assim acontece com a raiva, rejeição, baixa autoestima, orgulho, vaidade, irritabilidade... Quando compreendemos que não existem culpados por nossos sentimentos, que os carregamos em nós, percebemos, que muitas vezes, perdemos a oportunidade de evoluir e desperdiçamos uma existência distraídos com as ilusões do plano terrestre.

A regressão é uma ferramenta importante e muito eficaz no processo terapêutico. No método utilizado pela ABPR (Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista), ela é dirigida pela espiritualidade. Quem decide o que a pessoa vai acessar são seus mentores espirituais, o que possibilita conciliar regressão e lei do esquecimento.

No momento que entendemos que não existem vítimas, que precisamos de cada uma das situações vivenciadas para a nossa evolução espiritual e que muitas vezes nós mesmos pedimos, e muito, por elas, temos maiores possibilidades de nos resignarmos e de promovermos a mudança necessária e tão esperada.

Cada um de nós está aqui para encontrar suas inferioridades e transformá-las em virtudes. Então, se nossa missão é evoluir e fazemos isso purificando, transmutando inferioridades em virtudes passamos a ter outro olhar sobre as dificuldades que nos cercam.

A finalidade da Psicoterapia Reencarnacionista, é nos libertarmos do controle do ego, passar o comando para Eu Superior, saber o que estamos fazendo aqui, para o que reencarnamos e realmente aproveitarmos essa encarnação.

Quanto mais conscientes e alinhados com nossa missão interior, maior possibilidade de crescimento real, mais dificuldades de relacionamentos podem ser amenizadas, mais situações repetitivas podem ser superadas. Nesse processo do desenvolvimento de virtudes há necessidade de autoconhecimento, auto- observação, de conexão espiritual. Quando somos conscientes de nossas responsabilidades e de nosso poder pessoal, aprendemos a reconhecer em nosso interior a missão divina de nossa jornada.

“Cada consciência, à medida que se aperfeiçoa e se santifica, aprimora em si qualidades do Pai Celestial, harmonizando-se, gradativamente, com a Lei. Quanto mais elevada a percentagem dessas qualidades num espírito, mais amplo é o seu poder de cooperar na execução do Plano Divino, respondendo às solicitações da vida, em nome de Deus, que nos criou a todos para o Infinito Amor e para a Infinita Sabedoria...”  André Luiz - Entre a Terra e o Céu.

Psicoterapia Reencarnacionista